Em Pedagogia Cientifica, o Sistema dos Cubos – a torre rosa, é apresentada no capítulo “Os Exercícios”. Há inúmeros vídeos mostrando crianças montando ou guias demonstrando esse material na internet. Se pesquisarmos um pouco, descobrimos que é um material que trabalha a concentração na criança. Mas, só quando lemos o livro descobrimos que um determinado conjunto de materiais sensoriais trabalha o “Aperfeiçoamento na distinção das dimensões mediante a simples percepção visual”, ou seja, o refinamento visual das dimensões. A torre rosa é uma parte disso.

Esses sistemas, como são denominados, são três:

a) O sistema de barras e cumprimentos (“as barras vermelhas”);
b) O sistema de prismas (“a escada marrom”);
c) O sistema dos cubos (“a torre rosa”).

A torre rosa é uma série de dez cubos que variam em suas três dimensões (volume), e por isso, prepara indiretamente para a matemática e o cubo dos números. Entre outras coisas, esse material ajuda a criança com o “Esforço e Memória Muscular”

Esforço e Memória Muscular – As crianças, tomam os blocos com uma só mão: a mão de uma criança de 3 a 3 anos e meio deve fazer o esforço para pegar prismas de 10 cm de largura.; este esforço fará com que esta se desenvolva e fortifique. Repetindo o exercício com todos os blocos, a mão acabará por adquirir, automaticamente, a precisão necessária para cobrir um espaço de 10, de 9, de 8, de 7, de 6, de 5, de 4, de 3, de 2, de 1 cm; isto significa que a memória muscular se fixa relacionando-se com as graduações precisas do espaço (Montessori, Pedagogia Científica).

Para que cumpra sua função, há uma forma correta de pegar, carregar e montar os cubos. A torre rosa é muito mais complexa do que imaginamos. Há muito mais por trás daquela foto linda, em um quarto montessoriano, com uma cama casinha no fundo.

Se você quiser saber mais sobre a Torre Rosa ou outros materiais do Sistema Montessori, sugiro que:

  • Leia o livro Pedagogia Científica;
  • Consulte um(a) guia com boa formação;
  • Procure Cursos presenciais ou visite escolas com boas referências.

Veja aqui uma belíssima apresentação da torre rosa, por Gabriel Salomão.

Crédito do vídeo: (https://www.youtube.com/watch?v=BA42M-JpDUQ&t=203s)


Um pouco da nossa vivência

Voltando à realidade de se fazer Montessori em casa, lembrei-me de uma passagem, quando minha criança tinha por volta de 3 anos e meio e ficou alguns dias sem ir a escola até que se restabelecesse de uma amigdalite. O marido adoeceu no mesmo período e eu me vi só com os cuidados da criança, do marido e da casa.

Já sem febre, medicada e mais disposta, observo a criança contando, lendo e medindo tudo. Olho para o armário bagunçado e me lembro de um conselho que havia recebido de Gabriel Salomão, quando perguntei sobre ter ou não material em casa:

Em casa, entre uma torre rosa e uma pilha de potes, eu opto dez vezes pela pilha de potes (Gabriel Salomão).

E assim, o fiz.

-Mamãe precisa arrumar esse armário bagunçado, você acha que consegue ajudar separando os potes por tamanho, filha?
-Sim, ela responde já correndo para o armário.

A criança trabalhou com afinco até se sentir saciada, enquanto eu terminava o meu trabalho com a cozinha e a roupa. Neste dia, tive a alegria de Márcia Righetti, deixar um lindo comentário:

Não precisa da Torre Rosa... classifico, seriou, ordenou...E tudo isso numa atividade com propósito como requerem as atividades “ da casa” , potes organizados e, converterá, Laura feliz e com a autoestima fortalecida...simples assim (Márcia Righetti).

Seguindo os ensinamentos de Gabriel Salomão e Marcia Righetti, decidi que não teria mesmo materiais em casa. Nenhum deles. Nem a irresistível torre rosa.