Os primeiros adultos que a criança observa agindo no ambiente, quase sempre são seus pais. São esses adultos, a mãe mais frequentemente, que colocam a criança em contato com o ambiente e com o mundo pela primeira vez.

A criança se conecta e cria um vínculo afetivo, um apego a esses adultos que suprem as suas necessidades e garantem a sua sobrevivência enquanto ela ainda não coordena seus movimentos, não desenvolveu a sua vontade e seu intelecto.

A mãe a alimenta em seu seio até que a criança possa servir-se de outros alimentos. A Dra. Montessori vê o desmame, como o primeiro passo no caminho de independência da criança em relação ao adulto.

A criança conquista habilidades motoras e cognitivas a partir de uma série de eventos que acontecem simultânea e, progressivamente.

Se vive em um ambiente emocionalmente seguro, com uma atmosfera de liberdade e adultos equilibrados a quem sabe que pode recorrer sempre que necessário, desenvolverá naturalmente a sua vontade de fazer as coisas. Mas, antes de querer fazer sozinha, a criança quer fazer junto com o adulto que tem como referência, em um trabalho colaborativo.

A segurança, a confiança no adulto e no ambiente crescem e junto com as suas tendências humanas e seus impulsos internos, encorajam a criança a colocar-se em ação, a movimentar-se cada vez de forma mais independente.

Para fazer sozinha a criança precisa de tempo, de espaço, de liberdade com limites claros, de oportunidade de escolher o que deseja fazer sozinha e de um adulto paciente e presente para apoiá-la quando esta demonstrar ou expressar que precisa de ajuda.

As primeiras ações que a criança deseja fazer sozinha, são aquelas que vê os adultos fazendo em seu círculo familiar. Isso envolve como se movimentam, como cuidam de si, como cuidam do ambiente, como se relacionam com as outras pessoas.

Esse é o momento que o adulto age menos com a criança e mais no ambiente e no preparo interior que este período tão importante no desenvolvimento da criança exige.

O adulto observa e espera a criança revelar o que é capaz de fazer e em que ponto precisa de ajuda, e ajuda só no que é necessário. O adulto precisa ser sensível para não interferir nas ações da criança a ponto de desencorajá-la, ao mesmo tempo que não pode deixar que algo se torne tão difícil a ponto de se tornar uma frustração.

A escola é uma extensão da sua casa, para tanto, a criança precisa se conectar e confiar no educador e no ambiente da sua sala. A Vida Prática cria esse elo entre a criança e o ambiente. É a essência, a base, o coração que impulsiona uma sala montessoriana. O ponto de partida que marca o início de um ciclo que preparará a criança, posteriormente, para as outras áreas.

Contudo, em uma sala montessoriana, as atividades que a criança habitualmente tem contato em sua casa, têm uma função formativa e o denominamos de “exercícios” de Vida Prática.

Para além de educar os movimentos, estas práticas preparam para a VIDA, despertam as potencialidades latentes na criança e apoiam a formação da personalidade humana. A Vida Prática também ajuda a criança a adaptar-se a vida em comunidade e ver-se como parte colaborativa dela.

Ao contrário dos “materiais de desenvolvimento” utilizados na educação Sensorial, Linguagem e Aritmética etc, os objetos-auxiliares utilizados nos exercícios de Vida Prática não seguem uma base científica. Deve-se usar utensílios que a criança já conhece, contudo, em tamanho adequado as pequenas mãos trabalhadoras.

Esses conjuntos de objetos-auxiliares, bonitos, atraentes, “brilhando de limpo”, convidam a criança ao trabalho, contribuindo para a conquista de atos úteis e possíveis de serem realizados, em um período em que a criança está biologicamente sensível, e os músculos – que devem servir a inteligência – estão se formando e se fortalecendo. Esses objetos-auxiliares tornam-se, em verdade, “meios de desenvolvimento”.

É importante entender como preparar uma atividade, em que ordem os materiais devem estar dispostos na estante, como apresentar o material de forma que desperte o interesse da criança, contudo, é preciso ter clareza de que o foco não está no material, na atividade ou no adulto, e sim em ajudar a criança a desenvolver a independência, a ordem, a concentração e a coordenação dos movimentos. Estes são os objetivos diretos dos exercícios de Vida Prática que levam a criança a “normalização”.

Aqui eu gostaria de abrir um parêntese para comentar, de forma sucinta, sobre a relação entre desenvolvimento e imitação, e a preparação indireta. Sabe-se que a criança tende a imitar as ações do adulto, no entanto, é uma imitação inteligente, seletiva e criativa, onde a criança busca, em verdade, preparar-se para atuar no ambiente e fazer parte dele ativamente.

Ainda que o exemplo seja importante e a criança se inspire no adulto que tem como referência, ela não crescerá e se desenvolverá por meio da imitação. É o esforço que a criança emprega para “criar em si a possibilidade de imitar, transformar-se na coisa desejada” que importa.

Em cada ação reside um interesse consciente. A partir desse interesse, a mente vai, indiretamente, sendo preparada para uma ação futura. Quando se versa líquido de uma jarra para outra jarra ou de uma jarra para um copo, por exemplo, o objetivo indireto é que a criança aprenda a “servir-se no lanche”.

As atividades devem trabalhar cada qualidade isoladamente e ter um ponto de interesse.

O material é quem controla o erro e o progresso da criança, para que o educador não tenha a necessidade de interferir ou corrigir a criança.

Há ainda as aprendizagens incidentais, como os diferentes timbres que se ouve ao versar a água vagarosamente de uma jarra para outra.

Embora os materiais sejam apresentados silenciosamente e o educador fale apenas o necessário, na sala montessoriana o vocabulário é trabalhado o tempo todo.

A Vida Prática é flexível e pode ser uma ajuda à vida do nascimento ao envelhecimento, em todos os ambientes, pois tudo o que se aplica está ligado à vida.

COMUNIDADE

Somos, essencialmente, seres sociais e interdependentes. Trabalhamos para satisfazer as nossas necessidades, para cooperar com o outro e dar nossa contribuição à sociedade.  Criamos laços de amizade, confraternizamos, nos divertimos, praticamos esportes coletivos. Para conviver em harmonia regras e leis são estabelecidos. Em uma sala montessoriana, existem poucos limites, mas estes são previamente combinados com as crianças visando o bem-estar individual e coletivo. Vivendo em comunidade a criança desenvolve a graça, a cortesia, a civilidade e o sentimento de pertencimento.

CULTURA

A cultura, os valores e os padrões de comportamento que herdamos, adaptadas ao nosso tempo, influenciam o ambiente e nossas práticas cotidianas: como nos saudamos, o que comemos, como comemos, como nos vestimos, o que celebramos. Todavia, se temos uma criança que em seu lar está habituada a comer com hashi, podemos trazer o hashi para a sala, como forma de respeito a sua cultura e individualidade. Passeando pelas diversas formas de cultura (artes, música, dança, literatura, ciência, história etc), planta-se “sementes de interesse” que mais tarde serão cultivadas, com um “método especial”.

Não por acaso, estes são os quatro grupos que compõem a Vida Prática: 1) refinamento dos movimentos, 2) cuidados pessoais, 3) cuidados com o ambiente e 4) relações sociais.

1) REFINAMENTO DOS MOVIMENTOS

Certa de que o movimento é essencial à vida e convicta de que os músculos devem servir ao intelecto, a Dra. Montessori tomou como uma das finalidades do método Montessori a educação dos movimentos. Por meio de exercícios ordenados e sequenciados, a criança empreende uma verdadeira ginástica no corpo e na mente enquanto realiza um trabalho com um objetivo significativo.

Corroborando com a Dra. Montessori, a Dra. Lillard (2017) diz que “movimento e aprendizagem estão perpetuamente entrelaçados na educação montessoriana” (Montessori: the Science behing the genius, p. 37).

A forma como a criança se movimenta modifica-se, espontaneamente, ao longo da infância. Uma criança crescida já não deseja rastejar-se no chão como na tenra idade. Concomitantemente, às mudanças que ocorrem em sua estrutura física, aos poucos, os músculos coordenam-se e a criança vai aprendendo a controlar seus impulsos motores.

De acordo com a Dra. Montessori, quando a criança tem a oportunidade de escolher um exercício útil ao seu desenvolvimento, seguindo suas tendências, seu impulso vital e sua vontade, desejará repetir o exercício e se esforçará para aperfeiçoar seus movimentos até que se concretize dentro dela um sentimento de satisfação de quem atingiu a perfeição. Graças ao máximo esforço empregado ao realizar exercícios que colocam o corpo todo, ordenadamente, em movimento, a criança, gradativamente, coordena e refina seus movimentos.

A Dra. Montessori chamou de “aperfeiçoamento construtivo”, o período em que as crianças com idade entre três e seis anos, tem a tendência ao a) desenvolvimento da consciência por meio de exercícios práticos no ambiente e b) aperfeiçoamento e enriquecimento das habilidades já conquistadas.

2) CUIDADOS PESSOAIS

Segundo a Dra. Montessori, uma das leis que rege a criança, é a lei da independência. Para desenvolver a independência, a criança precisa de liberdade para agir livremente e seguir suas leis internas de desenvolvimento, pois só assim a criança alcança a  progressiva independência em relação ao adulto. Acerca disso, a Dra. Montessori, diz que:

Uma atividade pedagógica deve consistir em ajudar as crianças a avançar no caminho da independência; assim compreendida, esta ação consiste em iniciá-la nas primeiras formas de atividade, ensinando-as a serem auto-suficientes e a não incomodar os outros. Ajudá-las a aprender a caminhar, a correr, subir e descer escadas, apanhar objetos do chão, vestir-se e pentear-se, lavar-se, falar indicando claramente as próprias necessidades, procurar realizar a satisfação de seus desejos: eis o que é uma educação na independência (Pedagogia Científica, p. 61)

A criança emprega grande energia na conquista de atos úteis a sua independência funcional. Aqui, novamente, o educador tem a responsabilidade de fornecer os meios necessários e um ambiente constantemente preparado para a criança desenvolver as suas funções plenamente.

Isso envolve tanto o espaço físico do ambiente, que deve ter ganchos e cabides para pendurar casacos, um banco onde a criança possa sentar-se para retirar os sapatos, armário para guardar os seus pertences etc, quanto o preparo interior do educador que, como já vimos antes, deve controlar o seu impulso de agir pela criança, de corrigi-la ou apressá-la.

Para além da coordenação dos movimentos e da conquista de atos complexos, quando a criança aprende a cuidar de si e toma posse do seu corpo, se fortalece nela o senso de dignidade, autoestima e autoconfiança. Existe também, algo que é muito valioso nesse processo: o respeito ao seu corpo, que jamais deve ser tocado pelo educador ou qualquer outro adulto sem o seu consentimento.

De acordo com Montessori, no lugar de obstaculizar seu desenvolvimento e enfraquecer seu espírito infantil, o educador tem a missão de auxiliar a criança no caminho da sua independência, ensinando o autocuidado com paciência.

3) CUIDADOS COM O AMBIENTE

Segundo a Dra. Montessori, a criança tem um instinto para o trabalho e dá o máximo de si e de suas forças na realização dele. A criança movimenta-se para coordenar seus músculos, refinar seus movimentos, organizar a sua personalidade e também para sentir-se parte ativa e importante do ambiente. Por isso, laboriosa, ao chegar à escola, após cuidar de si e de seus pertences, a criança buscará motivos de atividade na sala, a começar pelo cuidado com o ambiente, que ela toma como seu.

Para tanto, materiais simples e atrativos, adequados ao tamanho da criança, devem estar a disposição para a criança servir-se deles, com independência, sempre que necessário.

Se uma mesa está manchada, será preciso esfregá-la com escova e sabão. Em seguida, será preciso enxugar as gotas de água que tiverem caído no chão. Se ficarem migalhas de pão ou alguma folha seca no assoalho, a vassourinha está ali bem perto, leve e fácil de manejar, colorida, com o cabo pintado ou envernizado, brilhando de limpo. E pode existir coisa mais graciosa do que aquelas pazinhas para lixo? Tais ocupações deverão ser empreendidas a qualquer hora e ocasião; para elas não se prescreverá horário nenhum, nem se indagará se é manhã ou tarde. A criança contempla e observa com atenção incessante o ambiente da sua Casa (Pedagogia Científica, p. 93)

Os exercícios de Vida Prática ajudam a criança a desenvolver a responsabilidade com o meio ambiente e estabelece a base para uma exploração posterior.

Para Montessori (2017), a criança, como maior observadora da natureza, sente a necessidade desse contato. Dessa forma, deve-se dispor na sala vasos com plantas para que a criança possa regá-las, limpar suas folhas, podá-la. Pequenos animais, que inspirem cuidado e atenção para sobreviver, também podem compartilhar a sala e ajudará a criança a desenvolver o amor pela natureza, pelos animais e pelo universo.

Se a escola tiver um jardim, a criança poderá varrer folhas secas, arrancar ervas daninhas do canteiro, semear e colher frutas e hortaliças. Dessa forma, torna-se habitual para a criança o cuidado e a preservação de todos os ambientes, dentro e fora da sala.

4) RELAÇÕES SOCIAIS

O amor pelo ambiente que é pensado e preparado para a criança faz despertar nela um senso de pertencimento e de responsabilidade por ele. Em uma sala montessoriana, são as crianças que cuidam da ordem e dos cuidados diários, das plantas, dos animais. As crianças desenvolvem também o cuidado e a responsabilidade pelo outro. As crianças são livres para se comunicar e se ajudarem mutuamente e  mostram-se empáticas e solidárias umas com as outras.

O agrupamento com idades mistas também favorece a vida comunitária das crianças. Além de terem a oportunidade de relacionar-se com crianças de diferentes idades, como ocorre também no ambiente familiar, e de conviverem por um período de quase três anos juntas, a transição das crianças mais novas e mais velhas para outras salas, possibilita, a cada novo ano, o ingresso de novos colegas de idades diferentes.

A criança mais nova admira e aprende com a mais velha. A criança mais velha, por sua vez, ensina e cuida da mais nova quando esta solicita. Ao mesmo tempo que desenvolvem suas competências individuais, veêm florescer uma relação cheia de respeito e harmonia, livre de ciúmes ou competição.

Depois que a disciplina interior é conquistada, o ambiente comunitário ajuda a criança a desenvolver o senso de ordem coletiva.

Uma das formas que a Dra. Montessori encontrou para ajudar as crianças a compreenderem esse princípio de ordem coletiva, sem reprimi-las, foi a técnica da Lição do Silêncio, que veremos em outro momento.

O ambiente da sala montessoriana impele a criança a ter gestos graciosos, bondosos e corteses não só no ambiente escolar, mas em todos os ambientes, e ela se orgulhará disso. Saudará as pessoas com alegria, e quando servir ao outro, lhe entregará também um pedaço do seu coração.

Ao ser recebida com alegria, amor e gentileza pelo adulto ou quando recebe o auxílio de um amigo, genuinamente bondoso, a criança desenvolve a gratidão, a generosidade o espírito de cooperação, e são esses sentimentos que conduzem o homem a viver em paz consigo e com seus semelhantes.

A RESPONSABILIDADE DO EDUCADOR NA PREPARAÇÃO DO AMBIENTE

Preparação do ambiente: o educador deve atentar-se às especificações (características) de uma escola/sala montessoriana, bem como cuidar da sua manutenção, e ainda providenciar (comprar ou confeccionar) os materiais adequados.

Material: o educador precisa garantir que o material traga benefícios ao aprendizado da criança. Para isso, deve verificar se:

a) é seguro e adequado ao tamanho da criança;
b) é atraente e convida a criança ao trabalho;
c) tem um propósito útil ao desenvolvimento da criança;
d) possui controle de erro;
e) oferece a oportunidade de trabalho independente;
f) envolve a criança e ajuda a desenvolver a concentração;
g) alguma adaptação se faz necessária;
h) contém elementos naturais e que não agridem o meio ambiente;
i) permite que o trabalho aconteça de forma ordenada, organizada e sequenciada.

Apresentação: é o educador quem conecta a criança ao material que apoiará o seu desenvolvimento, isto implica o respeito pelo objetivo e função do material.

É essencial que o adulto compreenda a importância do seu papel na preparação do ambiente, pois só assim os exercícios de Vida Prática cumprirão plenamente sua função como “meios de desenvolvimento”.

Existem ainda alguns critérios importantes para a realização dos exercícios de Vida Prática e que devem ser considerados na preparação do ambiente. Alguns deles, são:

Proporcionalidade física: material adequado ao tamanho da criança, de forma que ela seja fisicamente capaz de lidar sozinha com segurança.

Proporcionalidade psíquica: o propósito do material precisa ser compreensível para a criança, devendo ser evitadas as complicações desnecessárias, movimentos extravagantes e “disfarces”.

Manutenção: o ambiente deve ser mantido limpo, organizado, bem iluminado e ventilado. O conjunto do material precisa estar completo. Mobília quebrada deve ser substituída tão logo seja possível. Material sujo, danificado ou que necessite de reposição de algum elemento, deve ser retirado do ambiente até que estejam em condições adequadas ao uso novamente.

Atratividade: Objetos-auxiliares, assim como, mobília e decoração funcional, devem trazer delicadeza, leveza e beleza para o ambiente calmo e tranquilo. A soma desse ambiente atrativo com os impulsos vitais leva a criança à atividade.

Adaptação à cultura: deve-se levar em consideração a cultura e os hábitos locais. Portanto, os objetos-auxiliares podem variar de acordo com a região em que a escola está inserida. A criança precisa ter familiaridade e afinidade com os objetos.

Aperfeiçoamento do ambiente: ferramentas podem ser desenvolvidas, adaptadas ou aperfeiçoadas sempre que necessário, desde que o propósito seja mantido. O número de exercícios e objetos-auxiliares, podem ser frequentemente aumentadas, com base em (a) observação dos objetos em uso no ambiente das crianças, (b) as mudanças que ocorrem no ambiente (alguns objetos podem cair em desuso), (c) maior sensibilidade em relação às necessidades do meio ambiente (escassez de água).

Diferenciação: Objetos iguais, que podem ser usados em diferentes atividades (esponjas, panos, borrifadores, funis etc.) devem, sempre que possível, ser diferenciados. Assim, aconselha-se que cada conjunto de material apresente harmonia e similaridade de cores, tamanho, tipo de material. Para além da atratividade e beleza que essa harmonização traz, essa organização ajuda a criança a identificar as peças que fazem parte de um mesmo conjunto com mais facilidade.

Conjuntos independentes de materiais: cada exercício de Vida Prática deve ter um conjunto independente de materiais para que a vontade da criança não encontre obstáculos.

Disposição do material: Os conjuntos compostos pelos objetos-auxiliares que servem à Vida Prática (assim como os demais materiais) são dispostos na estante de forma ordenada: da esquerda para a direita, do mais simples para o mais complexo, isto porque a complexidade avança gradualmente e aumenta também o grau de maturidade, paciência e responsabilidade que requer da criança ao executá-los. Essa organização deve considerar:

a) que todo o material esteja ao alcance dos olhos e das mãos da criança.
b) que os conjuntos sejam agrupados de acordo com o nível de desenvolvimento correspondente.
c) que o material esteja disposto em níveis diferentes de acordo com o local onde o trabalho será realizado (ao nível do chão, ao nível da mesa, nível superior).

Acima de tudo, é preciso preciso ter um amor devocional pela criança. Amor e cuidado com o ambiente. E a Vida Prática é cheia de amor!


Referências para este post

Álbum de Vida Prática de Cátia Rodrigues, confeccionado durante a formação 3-6 anos pelo CEMSP.

Workshop Vida Prática, CEMSP, 2021 por Marion Wallis

Jornada para a independência – Guia Montessori  https://vimeo.com/121166130

Joosten, A.M. The Exercises of Pratical Life, Mumbai: INDIAN MONTESSORI TRAINING COURSES, 1968.  Albert Max Joosten foi um dos primeiros alunos da Dra. Maria Montessori e um dos maiores disseminadores do seu método. Embora seu manual tenha sido escrito em 1968,  hoje quase tudo é aplicável na sala montessoriana. Seu trabalho é divulgado em http://montessori-namta.org/

Referência Bibliográfica:

Pedagogia Científica. Montessori, Maria

A mente da criança. Montessori, Maria

O Segredo da Infância. Montessori, Maria

Montessori: the Science behing the genius. Lillard, Angelina Stoll

Montessori: uma introdução para pais e professores. Lillard, Paula Polk

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